Ademi PR

Artigos

09/03/2020 Por: Por André Marini, diretor comercial da Ademilar Consórcio de Investimento Imobiliário

Consórcio deve impulsionar mercado imobiliário em 2020

A economia brasileira observou uma retomada no crescimento, e com o mercado imobiliário não foi diferente. Após cinco anos em queda, o setor já começa a apresentar sinais de recuperação, e a tendência é que esse comportamento se estenda nos próximos anos, impulsionado, também, pelas recentes e sucessivas quedas da taxa Selic, que hoje está em 4,5% ao ano, fazendo com que os ganhos por meio da compra de imóveis sejam mais atraentes em relação à renda fixa. Fatores como crescimento do PIB, que deve fechar 2020 em 3%, e a geração de 90,5 mil empregos vindos da construção civil, de acordo com o Ministério do Trabalho, também são indicadores do aquecimento da economia.
 

Há quem diga que 2020 é o ano chave para quem pensa em imóveis como investimento. Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que este é o momento ideal para comprar um apartamento. A análise diz que o Brasil demandará a construção de 14 milhões de novas moradias até 2025, provocando um ritmo acelerado para o mercado imobiliário nos próximos 5 anos. Com a desvalorização da moeda brasileira, os valores das propriedades devem ser reduzidos, uma oportunidade para quem quer comprar para esperar o melhor momento para vender. Toda essa movimentação tornará a aquisição de imóveis uma opção mais lucrativa do que os tradicionais investimentos em renda fixa, que têm sua rentabilidade diminuída junto com as baixas da taxa Selic.

Neste cenário, uma modalidade que vem obtendo cada vez mais êxito é o consórcio de imóveis. A Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, ABAC, informa que, de janeiro a novembro de 2019, o volume de crédito comercializado conquistou um aumento de 31,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando quase R$ 45 bilhões. O número de novos clientes a apostar no segmento não para de subir, totalizando 20,4% a mais quando comparando-se os onze primeiros meses de 2019 versus 2018.

A perspectiva para esse modelo de negócio em 2020 é ainda mais otimista considerando, principalmente, os baixos ganhos dos investidores que até então ainda depositavam seus recursos apenas em renda fixa. Um produto em especial deverá atrair quem quer diversificar as aplicações em tempos de Selic em queda: a aposentadoria imobiliária, destinada aos clientes que querem comprar imóvel para locação, não para uso próprio. A ideia é que o consórcio seja a ferramenta para que o investidor possa criar uma carteira de imóveis e tenha uma renda passiva a partir dos aluguéis. Com a reforma da Previdência e a baixa rentabilidade oferecida pelos planos de previdência tradicionais, o consórcio de imóveis para este fim passa a ser uma alternativa interessante para uma aposentadoria tranquila. 
 

Este é um momento de mais valorização dos imóveis, o que não ocorria há muito tempo, e esta ascensão deve seguir nos próximos meses, com o valor da locação alcançando de 0,4% a 0,5% do valor da propriedade, o que já representa quase o dobro do rendimento da poupança, por exemplo. Outra possibilidade oferecida pelo consórcio, desconhecida de grande parte do público, é a negociação de carta contemplada, em que o cliente rentabiliza muito mais do que qualquer aplicação convencional. 

A utilização do consórcio que deve ganhar destaque em 2020 é a aquisição de imóveis no exterior. Muitas pessoas estão descobrindo esta possibilidade, em que o consorciado deixa um imóvel como garantia aqui no Brasil e compra outro fora do país. Dessa forma, investidores estão colhendo bons rendimentos em mercado de locação extremamente ativos como, por exemplo, os Estados Unidos, em cidades que são polos turísticos e com aluguéis que geram remunerações muito mais altas comparadas às locações em território brasileiro. 

As salas comerciais devem ser o tipo de imóvel mais procurado este ano. Isso porque há muitas unidades com bons preços, a oferta ainda está maior do que a procura. A vantagem do consórcio neste tipo de negócio é que, por utilizar carta de crédito, ele garante um maior poder de compra para o consorciado, que pode dar ofertas para aquisição à vista, com valores abaixo dos anunciados. 

O uso do consórcio para a aquisição de imóveis deve atender até mesmo o público mais conservador, já que a modalidade é regulada pelo Banco Central e oferece proteção aos participantes por meio da Lei 11.795. Esta segurança, associada à versatilidade oferecida pela modalidade, devem fazer do consórcio um importante aliado para o aquecimento do mercado imobiliário em 2020. 

Compartilhe:
X