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Mercado 17/07/2013
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Lançamentos devem ganhar força em Curitiba no segundo semestre

O segundo semestre será marcado por um incremente no número de lançamentos imobiliários em Curitiba, segundo previsão da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi/PR). A se considerar a média de unidades novas colocadas no mercado por construtoras e incorporadoras, de 2005 a 2011, até o fim desse ano a capital paranaense deve receber mais 4,1 mil novos apartamentos residenciais. Nessa simulação, a média deve ficar em 700 imóveis novos por mês e o pico está previsto para dezembro, quando se estima o lançamento de até mil unidades.

De janeiro a maio desse ano, foram quase mil apartamentos lançados na cidade por construtoras e incorporadoras, um pouco abaixo da média do desempenho do período de 2005 a 2011, em que o número de apartamentos novos colocados no mercado ficou em 340 unidades novas por mês, em média, conforme projeção realizada pela entidade. Nos cinco primeiros meses do ano, a Velocidade de Venda de Novos Sobre a Oferta (VNSO) ficou em 9,8%, dois pontos percentuais acima do índice do ano passado, considerando o mesmo período.

“Ao se comparar o número de lançamentos com uma gradual redução dos estoques, regularidade da velocidade de vendas e valorização dos imóveis, faz-se uma avaliação positiva do atual momento do mercado imobiliário na capital paranaense. O setor passa por ajuste, mas sem afetar o equilíbrio de mercado”, analisa o presidente da Ademi/PR, Gustavo Selig.

O preço dos apartamentos residenciais novos em Curitiba registrou alta de 4,3% de dezembro de 2012 a maio de 2013, fazendo com o que o valor médio do metro quadrado privativo chegasse a R$ 5.749,00. A maior variação no período se deu para os imóveis de um dormitório, tipologia que teve reajuste de 6,6%, chegando a R$ 5.707,00 o preço médio do metro quadrado privativo, superior ao dos apartamentos residenciais de dois (R$ 4.990,00) e três dormitórios (R$ 5.196,00). Nos últimos 12 meses, considerando o mês de maio, o preço dos imóveis novos em Curitiba cresceu quase 14%.

“Mais de 70% das pessoas que afirmaram ter a intenção de comprar um imóvel nesse ano têm idade entre 25 e 45 anos. Aos 30 anos, concentra-se a maior fatia, pois, é geralmente nessa idade que os jovens decidem se casar e partir para a aquisição da casa própria. A disponibilidade de crédito, que flexibiliza as condições e prazos para pagamento, é um grande facilitador desse processo”, ressalta Selig.

O presidente da Ademi/PR comenta que a verticalização em Curitiba ainda é muito pequena, com grande potencial de crescimento de edifícios nos próximos anos. De acordo com Selig, apenas 27% dos domicílios da capital paranaense são apartamentos. Em Porto Alegre, esse índice chega a 45%. “Para que esse potencial seja aproveitado, faz-se urgente a revisão de Lei de Zoneamento de Curitiba, que não recebeu alteração alguma nos últimos 13 anos”, reivindica.

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